Arquitecto Luis Candeias | Estúdio de Arquitectura
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Resultante da nova forma de habitar, é determinante a necessidade de se ampliar esta moradia, criando-se espaços de dimensões mais adequadas e novas funções mais compatíveis com as necessidades actuais.

A moradia que agora se pretende ampliar é parte integrante do Bairro da Encarnação, um dos Bairros de casas económicas construídos na cidade de Lisboa durante nas décadas de 30 a 50 do séc. XX. Este bairro fez parte do “Programa de novos Bairros”, da iniciativa de Duarte Pacheco, tendo a sua construção sido iniciada no ano de 1938. A Rua 21, localizada na parte Norte do Bairro, é uma das vias principais que irradiam a partir da Quinta de Santa Maria, onde se localizam as moradias de maior dimensão e que vão ligar à Alameda da Encarnação.

Os diferentes projectos das moradias obedeciam a tipologias diferenciadas, sendo esta designada por “Moradia Económica, nº 480, Classe B, Tipo III”. Trata-se de uma construção com dois pisos e um logradouro articulado em dois níveis, onde se encontra uma construção autónoma destinada a garagem. A moradia é do tipo “geminado”, com uma volumetria e cobertura alinhadas com o lote confinante a Norte. 

É assim proposta a ampliação da construção para tardoz, mantendo-se as fachadas principal e lateral, garantindo-se a imagem da construção original e a manutenção da sua integração urbana. A ampliação apresentará um desenho contemporâneo, identificador da data desta intervenção. A parte respeitante à pré-existência manterá a cobertura de três águas e a parte ampliada será executada em cobertura plana com acabamento em seixo rolado.

Dentro do conceito de uma habitação contemporânea, o novo programa consiste na criação de uma moradia do tipo T4, ao qual de adiciona a construção de um piso inferior destinado a área técnica (ar condicionado e AQS) e a lavandaria. A iluminação e ventilação serão asseguradas através de uma claraboia a tardoz, sendo colocadas grelhas na fachada principal para assegurar um fluxo de ar contínuo de ventilação transversal. 

O piso térreo será composto por um átrio de entrada, a partir do qual se acede ao piso superior e ao interior da habitação. Na zona intermédia ficará instalada uma instalação sanitária para utilização social e para uso do quarto/escritório que lhe fica próximo. A partir de uma segunda antecâmara entra-se para o espaço social composto por uma sala ampla, com kitchenette e com área de estar e de refeições. Todo este espaço é aberto sobre o logradouro através de grandes superfícies envidraçadas.

No piso superior encontram-se projectados dois quartos com uma instalação sanitária de apoio. Toda a restante área deste piso é ocupada pelo quarto principal, com uma instalação sanitária privativa e com um espaço de vestir. A frente do quarto é rasgada com um grande envidraçado, tendo-se criado um ligeiro recuo nesse plano para permitir o acesso ao exterior, como se de uma pequena sacada se tratasse.

 

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